O que dizer da experiência vivida na última sexta-feira.
Era algo que eu já vinha desejando há algum tempo com Ele. Não era vontade solta. Era insistente. Física. Mental. Eu queria ter meu corpo exposto a outras pessoas. Eu queria mostrar o quanto eu sou servil. Não como provocação. Como verdade. Esse desejo já me habitava antes mesmo de acontecer. Já me colocava no lugar onde eu pertenço.
Escolhemos o lugar a dedo. Passamos a semana inteira paquerando o local, imaginando, testando a ideia, querendo saber se seria possível realizar tal ato. Cada pensamento me colocava mais abaixo. Mais pronta. A vontade vinha antes do corpo, antes do toque, antes de qualquer comando.
Chegando lá, tentamos criar um ambiente, ficar no meio das pessoas. Até que Ele resolveu me usar. E quando Ele resolve, não há hesitação possível. Eu estava faminta do corpo dEle. Necessitada de ser conduzida. E me entreguei ali, inteira.
Nós subimos. Logo alguém foi atrás. A sensação de estar sendo observada surgiu imediata. Um alerta que virou convite. Isso mexeu fundo nos meus instintos. Atingiu direto o meu lado exibicionista. Me excitou ainda mais. Me colocou ainda mais no meu lugar.
Cada respiração mais pesada.
Cada som emitido.
Cada movimento vindo de fora.
Mesmo sem saber onde a pessoa estava. Mesmo sem vê-la. Tudo denunciava a minha excitação. Isso fazia o meu lado exibicionista aflorar ainda mais. E o meu corpo respondia a cada toque de quem me conduzia de uma forma única, inevitável, como se tivesse sido feito para obedecer daquele jeito.
Ele é o tipo de homem que me desorganiza.
Ele é um macho que me coloca como fêmea no cio.
Ele é o Top que me domina.
Foram inúmeros gozos. Não espaçados. Não controlados. Cada vez que o corpo dEle penetrava o meu, algo se quebrava em mim. Meu corpo reconhece o corpo dEle. Meu corpo estremece ao corpo dEle. A cada comando, a cada gesto, a cada forma firme de falar, eu me afastava mais de mim.
O cheiro dEle me embriaga.
O gosto dEle me sacia.
Eu já não consigo resistir. Já não consigo segurar. A minha mente responde antes mesmo de entender. Ela goza ou não pela vontade dEle. Ele não domina só o meu corpo. Ele domina a minha mente, o meu pensar, a minha alma. Tudo em mim se alinha para obedecer.
Sou totalmente entregue às vontades dEle. Totalmente entregue ao comando dEle. Não por obrigação. Porque esse é o meu lugar.
Sendo exibida, nua, quando Ele finalmente resolveu me abrir com as mãos no meu corpo, já não havia resistência alguma. Ele foi abrindo. Eu fui cedendo. Sem freio. Sem defesa. Até que um orgasmo forte veio, de escorrer, de pingar, denunciando o quanto eu já não me pertencia.
A sensação é de falecer. O corpo relaxa inteiro. Há um desligar breve, coisa de segundos, cinco, dez, talvez vinte. Um apagar curto, quase imperceptível, tão rápido que mal há tempo de perceber que aconteceu.
Ainda assim, Ele não para. A vontade dEle ainda não estava saciada em mim. E eu estou ali para isso. Para servir. O meu corpo é o brinquedo dEle. Disponível. Aberto. Obediente.
E então veio outro orgasmo, mais forte, e o local ficou ainda mais molhado, marcado pela minha entrega.
Sendo usada por Ele, eu já não conseguia controlar.
Não conseguia avisar.
Eles vinham.
E vinham.
Um após o outro.
Sem pressa.
Sem escolha.
Sem retorno possível.
E é assim que eu entendo.
Não de uma vez.
Mas aos poucos.
Com o corpo ainda sentindo.
Com a respiração demorando a voltar.
Eu já não sou dona de mim.
Não há controle algum.
Tudo em mim pertence a Ele.
Ele é um homem que me sacia.
Ele é um macho que me dá prazer.
Ele é o Top que me domina e cuida de mim.
Saber que, a qualquer momento, alguém poderia entrar, que alguém podia estar olhando pela janela, ouvindo as vozes no corredor, mantinha tudo suspenso.
O ar.
O tempo.
O meu corpo.
Exposto.
Aberto.
Entregue.
Eu ali.
Exatamente onde devia estar.
Unicamente dEle.
Exclusivamente para Ele.
E por fim, sempre premiada.
Agradada pelo néctar precioso dEle.
Algo de gosto único.
Um sabor que permanece.
Que demora a ir embora.
Que fica.
Ser alimentada por Ele
não é só prazer.
É confirmação.
É pertencimento.
É silêncio depois do excesso.
É calma depois do caos.
Nada é maior do que isso…
🔚carla slave

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